Produzidos de forma simples e com recursos mínimos, os filmes de João Maria Gusmão e Pedro Paiva se caracterizam por narrativas curtas e, à primeira vista, sem lógica. Explosões incompreensíveis ocorrem em buracos, sem origem explícita, efeito ou razão; véus de radiação atravessam paisagens; homens tentam abrir pedras gigantes com ferros. Entretanto, longe de serem meras imagens de acontecimentos absurdos, estes filmes abordam temas oriundos do pensamento filosófico, como a subjetividade, a liberdade de escolha e a própria natureza da existência.