Na obra de Sailstorfer, pneus, cordas, postes, helicópteros e carros mantêm-se em permanente diálogo com o uso que um dia tiveram em seu contexto original. Uma certa memória desta utilidade dá vida aos paradoxos presentes em suas esculturas, instalações, fotos e filmes. São nós que não desatam - em cordas feitas de alumínio - ou pneus que permanecerão para sempre entrelaçados em estado de suspensão. Desaceleração e disfuncionalidade são peças chaves no jogo de invenções e deslocamentos proposto pelo artista.