
Criptonita, 2008 | Laser, cristal de quartzo, suporte giratório e estrutura de metal. [ Laser, quartz crystal, gyratory support, metal structure ], 134 x 51,5 x 58 cm
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Em sua primeira exposição individual na Galeria Fortes Vilaça, o artista Rodrigo Matheus apresenta cinco obras inéditas da série O Mundo em que Vivemos. Entre instalações e objetos, Matheus explora formas de representar a natureza através da artificialidade mecânica ou digital.Â
O Mundo em que Vivemos evidencia o fato de que nossa percepção do mundo e da natureza se dá, muitas vezes, através de simulacros. Na obra Sem tÃtulo (Watercycle), um umidificador lança incessantemente seu vapor sob um facho de luz. Tanto a máquina como a luz estão apoiadas em tripés com fios aparentes, e, apesar de toda esta estrutura se revelar como ela é, a obra guarda uma aura de dramaticidade e mistério.
Na instalação Workstation, Matheus constrói uma estação de trabalho improdutiva, discutindo a idéia de “produtividade†e “eficiênciaâ€. Seis computadores presos a uma estrutura metálica são dispostos uns na frente dos outros. Os monitores exibem repetidamente imagens de cenários extraÃdos de jogos de vÃdeo-game. Matheus re-enquadra a cena original dos jogos descartando os personagens, Ãcones e trilha sonora, mostrando apenas seqüências de paisagens e fenômenos naturais representados de modo fantástico. Os tempos dos vÃdeos são estendidos, enquanto os movimentos de câmera percorrem cachoeiras, montanhas, pores do sol, nuvens e estrelas, propondo um instante contemplativo em meio a uma vida frenética pautada pelo trabalho. Para completar a instalação, “stonespeakers†são colocados sob as mesas, emitindo gravações de diversos sons naturais reais. O artista incorpora os fios, cabos e parafusos do que se apropria, explorando-os como elementos formais, significativos na obra. Em Criptonita, um cristal bruto é colocado sobre um disco giratório, passando de tempos em tempos sob um feixe de raio laser que lhe empresta um brilho artificial.
Como afirmou o crÃtico Rodrigo Moura, “Matheus não se prende a um suporte especÃfico, mas parece articular diversos meios (pintura, escultura, obras em papel, instalação, arquitetura e programação visual) para aproximar temas próprios da arte à queles de uma visualidade mais ordinária ou aplicada.â€
O artista realizou as exposições institucionais Centurium, no Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Brasil, em 2006 e A Volta da Arquitetura, no Centro Universitário Maria Antônia, São Paulo, em 2005; além de expor regularmente em galerias internacionais e participar de importantes coletivas em museus como MAM - Museu de Arte Moderna e MIS - Museu da Imagem e do Som, ambos em São Paulo.
In his first solo show at Galeria Fortes Vilaça, Rodrigo Matheus presents five never-before-shown works from his series O Mundo em que Vivemos [The World in Which We Live]. Among installations and objects Matheus explores ways of representing nature by means of mechanical or digital artificiality.
O Mundo em que Vivemos evidences the fact that our perception of the world and of nature takes place, in many cases, by way of simulacra. In the work Untitled (Watercycle), a humidifier blows its fog incessantly under a bright light. Both the humidifier and the light are supported on tripods, their power cords in plain sight; yet, although the structure is revealed in its entirety, the artwork retains an aura of dramaticity and mystery.
In the installation Workstation, Matheus constructs a nonproductive workstation, discussing the idea of “productivity†and “efficiency.†Six computers attached to a metallic structure are arranged facing each other. The monitors repeatedly display images of scenes extracted from video games. Matheus restages the original scenes of the games in the absence of the characters, icons and soundtrack, showing only sequences of landscapes and natural phenomena depicted in a fantastic way. Time in the videos is extended, while the camera lingers to focus on waterfalls, mountains, sunsets, clouds and stars, offering a moment for contemplation amidst a hectic life based on one’s work schedule. Completing the installation, “stonespeakers†placed under the tables emit recordings of various real, natural sounds. The wires, cables and screws appropriated by the artist are incorporated as formal, significant elements in the artwork. In Criptonita [Kryptonite], a raw crystal is placed on a rotating disc, from time to time passing under a laser beam that lends it an artificial brilliance.
As art critic Rodrigo Moura has pointed out, “Matheus does not restrict himself to a specific support, but appears to articulate a range of mediums (painting, sculpture, works on paper, installation, architecture and visual programming) to approximate themes within the arts properly speaking to those of a more ordinary or applied visuality.â€
The artist held the institutional exhibitions Centurium, at the Museu de Arte da Pampulha, Belo Horizonte, Brazil, in 2006, and A Volta da Arquitetura [The Rebirth of Architecture], at the Centro Universitário Maria Antônia, São Paulo, in 2005. His work is also shown regularly in international galleries, and he has participated in important group shows at museums such as MAM (Museu de Arte Moderna) and MIS (Museu da Imagem e do Som), both in São Paulo.