09.10.2008
postado por: Fortes Vilaça

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A Fortes Vilaça tem o prazer de apresentar a exposição Pet Cemetery de Erika Verzutti. A mostra transforma o espaço expositivo em um cemitério sem covas, no qual vinte e duas novas esculturas com formas de animais estão sobre pedestais ou dispostas pelo chão. Para Verzutti, o “cemitério†é um “pretexto para exercitar diferentes estilos, refletir sobre a representação escultórica e sobre o uso do bronze, comum à s artes e à s lápidesâ€.
A artista rompe com as práticas formais ao revelar a estrutura das obras e incorporar acidentes como soldas, riscos, respingos e escorridos. Ao registrar os acidentes do processo criativo, a artista absorve inabilidades e acontecimentos periféricos que seriam neutralizados pelo hábito. Algumas das esculturas expostas, como Egito e Marrakesh, são o desdobramento de uma pesquisa iniciada por Verzutti em 2006, na qual utiliza frutas e legumes como moldes para fundição. Aqui, a estabilidade do bronze é desafiada pela combinação com materiais diversos e menos nobres, como madeira, tricô de lã, porcelana fria, concreto, pedras, entre outros. A artista apropria-se também de alguns objetos utilizados no processo de criação, como pincéis e cavaletes.
Para Verzutti, a diversidade de materiais permitiu a incorporação de trabalhos de outros artistas, gerando cinco obras colaborativas. Leda Catunda constrói - com sua pintura mole - um lago para o sapo de bronze; Efrain Almeida colabora em Infante com um pintinho esculpido em madeira; com Tiago Carneiro da Cunha cria, em cerâmica, uma galinha zumbi; uma escultura de lata e concreto de Alexandre da Cunha se transforma em suporte para o bronze Bull Head e Tonico Lemos Auad cria com pedras de grafite a cabeça para a escultura que representa um cavalo.
Ainda em 2008, a artista participa da mostra When Lives become Form, no MOT – Museum of Contemporary Art de Tóquio, com curadoria de Yuko Hasegawa. Também no Japão, realiza uma residência de dois meses no Tokyo Wonder Site. Em 2007, a primeira monografia de sua obra foi lançada pela editora Cobogó.
[English]
Fortes Vilaça is pleased to present the exhibition Pet Cemetery by Erika Verzutti. The show transforms the exhibition space into a graveless cemetery, in which twenty-two new animal-shaped sculptures are set atop pedestals or arranged on the floor. For Verzutti, the “cemetery†is a “pretext to exercise different styles, reflect on cultural representation and on the use of bronze, common to the arts and to gravestones.â€
The artist has broken away from formal practice to reveal the structure of her artworks and incorporate accidents such as welds, scratches, splatters and paint runs. By recording the accidents in her creative process, the artist absorbs inabilities and peripheral happenings that would be neutralized by habit. Some of the sculptures shown, such as Egito [Egypt] and Marrakesh, are the unfolding of an investigation Verzutti began in 2006, when she started using fruits and vegetables as molds for casting metal. Here, the stability of the bronze is diminished by its combination with a variety of less-noble materials, including wool knitting, cold porcelain, stones and concrete. The artist also uses some of the objects employed during her creative process, such as brushes and easels.
For Verzutti, the diversity of materials allowed for the incorporation of artworks by other artists, giving rise to five collaborative works. Leda Catunda has constructed – with her soft painting – a lake for the bronze frog; Efrain Almeida has collaborated in Infante [Infant] with a baby chicken sculpted from wood; Tiago Carneiro da Cunha worked together with the artist to create a zombie chicken in ceramic; a sculpture by Alexandre da Cunha made of tin cans and concrete has been transformed into a support for the bronze Bull Head; and Tonico Lemos Auad has used graphite stones to create a head for the sculpture that represents a horse.
Still in 2008, the artist will be participating in the show Lives become Form, at MOT – Museum of Contemporary Art of Tokyo, curated by Yuko Hasegawa. Also in Japan she will be taking part in a residency of two months at Tokyo Wonder Site. In 2007, the first monograph on her work was released by Cobogó publishers.