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Release Tiago Carneiro da Cunha
27.07.2009
postado por: Fortes Vilaça << anterior | próxima >>
 

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A Galeria Fortes Vilaça tem o prazer de apresentar a nova exposição de Tiago Carneiro da Cunha. O artista apresenta uma série de esculturas inéditas feitas em faiança policromada, técnica com a qual vem trabalhando desde 2007.

Nesta nova série o artista explora uma linguagem gestual que, apesar de continuar pesquisas formais e conceituais já características de seu trabalho, é quase uma perversão satírica da geometria polida da sua série anterior em resina. Aqui os seus desorientados personagens – poetas, pedintes, bandidos, filósofos, tiranos e outros estereótipos sarcasticamente sorridentes - emergem de (ou submergem em) um pântano multicolorido composto, assim como eles próprios, pelo movimento dos dedos do artista sobre a massa, em gestos ao mesmo tempo cuidadosos e expressivos.

As peças foram modeladas em faiança (uma cerâmica fina de baixa temperatura) e pintadas em “baixo vidradoâ€. Ambas são técnicas tradicionais que, além de permitirem poucos erros, também obrigam o artista a lidar com incertezas e surpresas no processo. As cores, por exemplo, são completamente diferentes ao serem pintadas do que após a queima final, e, uma vez jogada a tinta, não há como apagá-la. Esta imprevisibilidade é aproveitada pelo artista, que não define totalmente os campos de cores, mas os incorpora de maneira fluida ao movimento da matéria, numa mistura de controle e acaso.

As esculturas, de tamanhos variados, estão dispostas em uma grande bancada no centro do espaço expositivo, numa atmosfera que referencia tanto ao museu como a uma loja de cerâmicas, adicionando outra camada de humor critico à exposição. Temas como violência, poder, sexo e identidade nacional perpassam várias peças e  formam uma espécie de “sátira da sátira socialâ€, referenciando e explorando os limites - com “toques metalingüísticos†– de uma tradição que inclui satiristas e ceramistas como o português Bordallo Pinheiro (1846 – 1905) e o francês Honoré Daumier (1808 – 1879).  Como observa Gilberto Mariotti, que assina um ensaio feito especialmente para a exposição, Carneiro da Cunha “vê a própria crítica social como uma dentre outras matérias que convivem nas peças. Este só pode olhar para o mundo desde dentro, com a cumplicidade que um certo cinismo, do tipo sincero e até meio ingênuo, pode oferecer.â€

No começo de 2009, Tiago Carneiro da Cunha expôs, junto com Erika Verzutti, na Galeria Misako and Rosen, Tóquio; em 2008, teve uma mostra individual na Galeria VPF em Lisboa.  Participa regularmente de exposições coletivas em museus e instituições nacionais e internacionais. De setembro a novembro deste ano, será artista residente e professor convidado na University of the Arts da Filadélfia, EUA.

Para mais informações, acesse o site: www.tiagocarneirodacunha.net.

   

Galeria Fortes Vilaça is pleased to present a new exhibition by Tiago Carneiro da Cunha. The artist presents a series of sculptures made in polychrome faience, a technique he has been working with since 2007.

In this new series the artist explores a gestural language which, even while it continues to develop formal and conceptual concerns already characteristic of his work, is almost a satirical perversion of the polished geometry of his previous work in resin. Here his disoriented characters – poets, beggars, bandits, philosophers, tyrants and other sarcastically smiling stereotypes – emerge from (or sink into) a multicolored swamp composed, as they themselves are, by the movement of the artist’s fingers on the clay, in gestures which are simultaneously careful and expressive.

The pieces were modeled in faience (a fine, low-temperature ceramic) and painted with underglazing, two traditional techniques which, besides allowing little room for mistakes,  force the artist to cope with uncertainties and surprises during the production process. The colors, for example, are completely different when painted than after the final firing, and once applied there is no way to erase them. This unpredictability is appropriated by the artist, who does not completely define the color fields but rather incorporates them fluidly within the material’s movement, in a blend of control and chance.

The various-sized sculptures are arranged on a single large plinth in the center of the exhibition room, in an atmosphere that references both the museum and the ceramics shop, adding another layer of critical humor to the show. Themes such as violence, power, sex and national identity pervade several pieces, creating a sort of satire of social satire that joins - and with metalinguistic touches explores the limits of - a tradition that includes satirists and artists such as Portuguese master ceramist and cartoonist Bordallo Pinheiro (1846–1905) and French printmaker, caricaturist, painter and sculptor Honoré Daumier (1808–1879). As noted by Gilberto Mariotti, who has written an essay especially for this exhibition, Carneiro da Cunha “sees social criticism itself as one of the various materials that coexist in the pieces. This can only look at the world from within, with the complicity provided by a certain cynicism, of a sincere and somewhat ingenuous sort.â€

In early 2009, Tiago Carneiro showed his work at Misako and Rosen Gallery, Tokyo, together with Erika Verzutti; in 2008, he had a solo show at Galeria VPF in Lisbon. He participates on a regular basis in group shows at museums and institutions in Brazil and abroad. From September to November this year he will participate as a resident artist and guest tutor at the University of the Arts, Philadelphia, USA.
For more information, see: www.tiagocarneirodacunha.net



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