Vista da exposição
Flatland
Galpão Fortes Vilaça, 2012

Flatland

Janaina Tschäpe

Abertura 15.05.2012, 19h - 21h
Exposição 15.05.2012 | 16.06.2012
Galpão

Temos o prazer de apresentar no Galpão Fortes Vilaça, Flatland, exposição de obras inéditas de Janaina Tschäpe.  A artista alemã/brasileira, residente em NY, mostra uma pintura de escala monumental especialmente criada para o espaço e uma série de pinturas sobre papel. O título da mostra é uma referência ao romance homônimo do inglês Edwin Abbot (1838-1926).

Flatland também é o título da grande tela/mural de 9 metros de comprimento que a artista apresenta na exposição. Tschäpe introduz novas geometrias nesta tela predominantemente azul, concebida como um diálogo entre as repetições e irregularidade das formas - uma espécie de discussão entre quadrados e triângulos - lutando com a tinta que escorre, e ao mesmo tempo usando a linha da tinta escorrida como próximo quadrado e campo de cor.  Sempre opondo o acaso ao premeditado, a artista produz uma meditação abstrata sobre as relações entre a natureza e a matemática, compondo um horizonte nostálgico.

 "Imagine uma grande folha de papel onde linhas retas, triângulos, quadrados, pentágonos, hexágonos, e outras figuras, ao invés de ficarem fixas em seus lugares, se movimentassem livremente, dentro ou na superfície, mas sem o poder de se levantarem ou afundarem, como sombras - só que rígidas e com bordas luminosas - você terá então uma noção bem clara do meu país e seus habitantes. Alguns anos atrás, eu teria dito; "meu universo": mas agora minha mente se abriu para uma visão mais ampla das coisas." [Tradução livre de trecho de Flatland: A Romance of Many Dimensions, traduzido no Brasil como Planolândia: Um Romance de Muitas Dimensões de Edwin Abbot]

Na série de pinturas sobre papel, Janaina usa uma paleta de cor mais vibrante e variada, porém, as mesmas formas geométricas presentes na grande tela aparecem agora isoladas. No jogo de contrastes entre cor e forma, no encontro entre as formas, podemos observar a sutileza de sua poética. Formas se tornam criaturas que habitam um universo fantástico. Como pequenas células, que contém todo potencial de vida, estas pinturas funcionam como metonímia para a compreensão do mundo que a artista quer alcançar.

Janaina Tschäpe nasceu em Munich, Alemanha em 1973. Entre suas exposições individuais destacam-se Quimera no IMMA - Irish Museum of Modern Art, 2008; em 2009 a Trienal do Centro Internacional de Fotografia, Nova York e Museu de Arte Kasama Nichido, Japão. Já participou de exposições coletivas no MAC USP, São Paulo; MAM, Rio de Janeiro; LiShui Museum of Photography, China; New Museum, Nova York; Guggenheim Museum, New York entre outras.  Sua obra está em importantes coleções tais como Itaú Cultural, São Paulo, Brasil; Moderna Museet, Stockholm, Suécia; Inhotim Centro de Arte Contemporânea, Minas Gerais, Brasil; Centre Pompidou, Paris, França Museu Nacional Centro de Arte Reina Sophia, Madrid, Espanha.

 

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Terça a sexta, 10h - 19h
Sábados, 10h - 18h